Carcará já deu exemplo, Cancão de Fogo também: Falta o que para Petrolina?

Não precisa ser especialista em futebol para perceber a força desse esporte na vida econômica de um município. Salgueiro (PE), uma pequena cidade encrustada no Sertão Central, é um bom exemplo. O clube, que teve por um bom tempo sob o comando de Clebel Cordeiro, foi galgando espaços. Já chegou à final do Campeonato Pernambucano por duas vezes, até ganhar o título no ano passado. Começou na Série D do Brasileirão até disputar a B, que dá acesso à nata do campeonato nacional.

O Salgueiro também já teve participações importantes na Copa do Brasil, onde chegou inclusive a disputar uma oitava de final. Em todas essas etapas, o time foi dando visibilidade ao município para o restante do país. Quem segue o mesmo caminho, agora, é a Desportiva Juazeirense.

Sob as mãos competentes do presidente e fundador do clube, o deputado estadual Roberto Carlos, o Cancão de Fogo parecia predestinado ao sucesso. Assim como o Juazeiro, diga-se de passagem, que também foi fundado por Roberto e, com apenas seis anos de existência, chegou a vice-campeão baiano em 2001.

Obstinado e exigente, Roberto conseguiu fazer do Cancão mais um case de sucesso no futebol brasileiro. Time ainda considerado pequeno para os padrões, a Juazeirense vem crescendo a casa ano. No Baianão vem fazendo boas campanhas, a exemplo da semifinal da competição deste ano. Mas a maior glória ficou reservada à Copa do Brasil. Na noite de ontem (9), o Cancão fez história mais uma vez ao se garantir nas oitavas de final ao derrotar o Cruzeiro nos pênaltis.

Falta, então, o que para Petrolina também se destacar no futebol? Certamente uma série de fatores. Provavelmente o maior de todos é fazer o empresariado local gostar de bola. Quando foi incentivado, deu certo. A Fera Sertaneja já ficou entre os quatro grandes do Pernambucano e também chegou a disputar a Série D do Brasileirão, em 2012. Mas depois disso, desceu ladeira a baixo. Outro time tradicional da cidade, o 1º de Maio – carinhosamente conhecido como Azulino do Atrás da Banca – amarga a Série A2 do Pernambucano há anos. Questões políticas, somadas ao desinteresse de empresários e dirigentes esportivos, enterram as chances de Petrolina seguir esse case de sucesso alcançado por Juazeiro e Salgueiro. Uma pena.

Via – Carlos Britto

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