Gasolina sobe pela quinta semana seguida e chega a R$ 7,99, diz ANP

Diesel e gás de botijão também têm alta. Segundo o Observatório Social da Petrobras (OSP), os preços dos combustíveis estão nos maiores patamares do século.

Os preços da gasolina, do diesel e do gás de botijão voltaram a subir na última semana, de acordo com o levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O preço do litro médio da gasolina passou de R$ 6,562 há duas semanas para R$ 6,710 na última semana. É uma alta de 2,25%. É a quinta semana seguida de alta. No ano, o valor da gasolina acumula avanço de 49,6%. Na máxima, segundo a ANP, o litro da gasolina já é vendido a R$ 7,99 – caso do Rio Grande do Sul.

Depois do Rio Grande do Sul, o litro da gasolina no Rio de Janeiro pode ser encontrado a R$ 7,749. Em seguida, estão Minas Gerais (R$ 7,599), Distrito Federal (R$ 7,499) e Pernambuco (R$ 7,439) com as maiores máximas.

No diesel, nas duas últimas semanas o preço do litro médio no Brasil subiu 2,45%, de R$ 5,211 para R$ 5,339. Foi a sexta semana seguida de avanço nos preços. Desde janeiro, acumula alta de 48,05% .

No gás de botijão (GLP), o preço passou de R$ 102,04 para R$102,48, um aumento de 0,43%. É uma alta acumulado desde o início do ano de 37%.

Nesta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que nem ele nem seu governo tem culpa pelo aumento dos combustíveis no país. Bolsonaro voltou também a fazer críticas à Petrobras e atacou o montante dos dividendos distribuídos para os acionistas da empresa. O presidente afirmou que o preço alto do combustível ocorre em todo o mundo, mas que no Brasil “pode ser menor”.

Maiores preços do século

Segundo o Observatório Social da Petrobras (OSP), instituição ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais ( Ibeps) e Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese), os preços dos combustíveis estão nos maiores patamares do século. No caso da gasolina, o maior valor foi registrado em outubro, quando o litro ficou em R$ 6,34, assim como o diesel (R$ 4,526) e o gás de botijão, com R$ 100,79.

“Desde março, o GLP vem mês a mês atingindo o maior valor do século. No caso do diesell, esse recorde vem sendo quebrado mês a mês desde maio. Na gasolina, o maior patamar de preço chegou em outubro. Há uma tendência de alta, se a gente pegar a evolução dos valores ao longo do mês de outubro. E ainda há espaço para mais alta da Petrobras nas refinarias”, disse Eric Gil Dantas, economista do Ibeps e OSP.

Levantamento do OSP aponta ainda que, desde que o PPI (Preço de Paridade de Importação) foi implementado, em 2016, no governo de Michel Temer, a gasolina registrou um aumento real (considerando a inflação) de 39%, com reajuste nominal (sem ajuste da inflação) de 79%. O litro do diesel S-10 superou a inflação em 28,7% e teve crescimento nominal de 60%. Já o gás de cozinha foi o recordista, com uma alta real de 48% acima da inflação e 84% em termos nominais.

Aém disso, os estados anunciaram que vão congelar o ICMS que incide sobre os preços cobrados nos postos, numa tentativa de amenizar os repasses para os consumidores das altas da Petrobras nas refinarias.

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