Nova empresa investirá R$ 5,7 bilhões para concluir Transnordestina em Pernambuco; entenda o projeto

A conclusão do Ramal Suape da Ferrovia Transnordestina será assumida pelo Grupo Bemisa, que pretende investir R$ 5,7 bilhões no trecho de 717 quilômetros de extensão, para fazer a ligação do ramal ferroviário entre Curral Novo, no Piauí, e o Porto de Suape, em Pernambuco. O anúncio foi formalizado, nesta quinta-feira (2) junto ao Ministério da Infraestrutura.

A empresa, que é uma das maiores do País no ramo de exploração e exportação de minérios, pretende instalar um terminal de minério de ferro na Ilha de Cocaia, em Suape, e escoar, via Transnordestina, a produção de suas jazidas localizadas no Piauí.

De acordo com o Governo do Estado, os detalhes da parceria serão divulgados em breve, no entanto, a iniciativa põe fim ao impasse gerado após o governo federal anunciar que a empresa concessionária Transnordestina Logística S.A., pertencente ao Grupo CSN, concluiria apenas o trecho de Elizeu Martins (PI) até o Porto de Pecém, no litoral cearense, 92 quilômetros mais extenso do que o ramal até Suape.

“Esse é um dia importante para Pernambuco. Nossa Secretaria de Desenvolvimento Econômico vem trabalhando desde 2019 na captação do parceiro privado para a conclusão do Ramal Suape da Transnordestina. Aprovamos na Assembleia Legislativa a PEC que estabelece a competência estadual para explorar os serviços ferroviários e fizemos uma grande mobilização, com nossa bancada federal, junto ao empresariado e demais interlocutores. Assim, conseguimos chegar a um bom termo”, avaliou o governador Paulo Câmara.

Líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB) havia antecipado nesta tarde, o anúncio da conclusão do Ramal Suape, após reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O empreendimento foi incluído no programa de autorizações que o governo federal está lançando junto com a Medida Provisória 1.065/2021, que institui o Marco Legal das Ferrovias.

“Vamos dar as primeiras autorizações ferroviárias, e uma delas vai contemplar Pernambuco, vai proporcionar a resolução daquela questão da Transnordestina e a ligação para o Porto de Suape, que é esse patrimônio do Estado. Nós vamos fazer uma conexão das minas de minério de ferro do Piauí com o porto de Pernambuco. Acho que é um grande passo que está sendo dado no dia de hoje. A gente vai realmente colher frutos muito importantes. Estamos falando de emprego na veia”, disse o ministro Tarcísio.



“É uma alegria poder participar deste anúncio, que é a autorização para a construção do trecho ferroviário até Suape, permitindo o escoamento da produção de minério por terminal privado. Fizemos um apelo junto ao Ministério da Infraestrutura para que o ramal da Transnordestina em Pernambuco não fosse abandonado, de modo que pudéssemos encontrar uma solução para esta obra que se arrasta há tantos anos”, afirmou o senador pernambucano.

“Este Projeto, que depende da logística ferroviária para ser viabilizado, com edição da MP, poderá contar com um projeto integrado com mina, ferrovia e porto. O Projeto Planalto Piauí possui mais de 1 bilhão de toneladas de minério de ferro magnetítico certificadas e movimentará 16 milhões de toneladas por ano, de um Pellet Feed premium, sendo sua licença de instalação concedida pelo Estado do Piauí e a concessão de Lavra emitida pela Agência Nacional de Mineração”, informou a Bemisa, por meio de nota.

Setembro Ferroviário

O governo federal, através do Ministério da Infraestrutura, divulgou uma temporada de ações integradas no que chama de “Setembro Ferroviário”. Os primeiros requerimentos de interessados em usar o mecanismo para fazer e operar ferrovias, de maneira simplificada, foram apresentados nesta quinta-feira (2) durante o lançamento do programa Pro Trilhos, no Palácio do Planalto.

As 10 solicitações recebidas totalizam 3,3 mil quilômetros de novos trilhos, em nove estados, e R$ 53,5 bilhões em investimentos privados. Desse total, estão previstos 1.482 quilômetros de novos trilhos no Nordeste, cruzando três estados e somando investimento de R$ 15 bilhões. De acordo com o Executivo, as autorizações ferroviárias têm potencial de aumentar a participação do modal dos atuais 20% para 40% da logística nacional de transportes até 2035.

Confira na íntegra a nota do Grupo Bemisa:

O Grupo Bemisa, um dos maiores do País no ramo de exploração e exportação de minérios, formalizou nesta quinta-feira, junto ao Ministério da Infraestrutura, seu interesse em viabilizar a conclusão do Ramal Suape da Ferrovia Transnordestina. A empresa pretende instalar um terminal de minério de ferro na Ilha de Cocaia, em Suape, e escoar, via Transnordestina, a produção de suas jazidas localizadas no Piauí. As tratativas com o Grupo Bemisa vinham sendo feitas com o Governo de Pernambuco desde 2019 para concluir o trecho estadual da ferrovia, cujas obras foram iniciadas em 2006.

O ramal ferroviário da Transnordestina que faz a ligação entre Curral Novo, no Piauí, e o Porto de Suape, tem 717 quilômetros de extensão. O investimento previsto é de R$ 5,7 bilhões, com a expectativa de gerar centenas de empregos para os pernambucanos.

Os detalhes da parceria com o poder público serão divulgados em breve, pondo fim ao impasse gerado após o governo federal anunciar que a empresa concessionária Transnordestina Logística S.A., pertencente ao Grupo CSN, concluiria apenas o trecho de Elizeu Martins (PI) até o Porto de Pecém, no litoral cearense, 92 quilômetros mais extenso do que o ramal até Suape.

“Esse é um dia importante para Pernambuco. Nossa Secretaria de Desenvolvimento Econômico vem trabalhando desde 2019 na captação do parceiro privado para a conclusão do Ramal Suape da Transnordestina. Aprovamos na Assembleia Legislativa a PEC que estabelece a competência estadual para explorar os serviços ferroviários e fizemos uma grande mobilização, com nossa bancada federal, junto ao empresariado e demais interlocutores. Assim, conseguimos chegar a um bom termo”, avaliou o governador Paulo Câmara.

 Bemisa – Presente em sete Estados brasileiros, a empresa tem um portfólio de nove projetos, que englobam uma ampla gama de minerais: minério de ferro, ouro, níquel, fosfato e calcário. Próximo a Curral Novo, o município piauiense de Paulistana, no trecho ferroviário entre Elizeu Martins (PI) e Salgueiro, tem uma jazida com volume de 800 milhões de toneladas de ferro, configurando-se como a maior reserva mineral daquele Estado, e uma das maiores do País.

Via -JC

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