Prefeitura de Cedro-PE notifica funcionários sobre possíveis irregularidades no concurso público de 2017

Nesta sexta-feira, 09, Funcionários concursados da Prefeitura de Cedro, no interior de Pernambuco, foram comunicados que as admissões ocorridas no município nos anos de 2018, 2019 e 2020 aconteceram em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal e com a resolução n° 01/2015 do TCE-PE, que determina os critérios para contratação de pessoal para a administração pública do Estado e municípios. A notificação veio do gabinete da prefeita, Marly Quental (MDB), e informa que o ex-prefeito, Antonio Leite, não podia contratar novos funcionários nesse período, porque a folha de pagamento municipal estava excedida. Também aponta que o ex-gestor, só enviou a lista dos aprovados no concurso, no dia 29 de dezembro de 2020, penúltimo dia de sua administração e que “A atual gestão municipal, após a devida análise, tomará as medidas legais cabíveis para adequar os gastos municipais aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal” concluiu a prefeita. O concurso público do município de Cedro ocorreu em 2017, sendo ofertada vagas para ensino médio, técnico e ensino superior na área da saúde. A banca organizadora foi a empresa Consulpam. Ao todo foram 66 funcionários aprovados no concurso municipal, segundo a banca. Todos servidores da linha de frente no combate à Covid-19. A cidade de Cedro já ultrapassou a marca de 1100 infectados pelo vírus e registrou, até a data dessa matéria, 14 óbitos. Alguns servidores públicos utilizaram a hashtag #concursadosficam nas redes sociais para expressar sua revolta “os servidores estão muito apreensivos e ficaram completamente desestabilizados. Estamos vivendo numa pandemia. Esse concurso foi um concurso da saúde. É um absurdo sem precedentes” explicou a auxiliar administrativa, Janet Mctuga, ao Blog C7 notícias. Por meio de vídeo nas redes sociais, o vereador Zé de Benga (AVANTE) mostrou apoio aos servidores públicos e afirmou que as notificações são perseguição política “É um caso de falta de gestão, ou mesmo, uma tentativa de amedrontar os servidores. Eu estou exercendo a minha função de fiscalizador, e eu não vou permitir essa perseguição aos servidores por motivação política”, Zé de Benga ainda declarou que existe outros métodos para diminuir os gastos do município, como a diminuição do quadro de funcionários temporários e a revisão das altas gratificações de funcionários em cargos comissionados. Na manhã desse domingo, 11, o ex-prefeito Antonio Leite, por meio de nota, afirmou que os servidores seguiram todas as etapas para a contratação, e que a ameaça de demissão por parte da prefeita é “um ato de terrorismo contra os servidores do município” e que está pronto para ajudar os funcionários “Me coloco, juntamente com minha assessoria jurídica e demais técnicos à disposição desses servidores para não deixar que essa atrocidade aconteça” concluiu. Os vereadores do município convocaram a prefeita Marly Quental para prestar esclarecimentos sobre o caso. A data da audiência pública ainda não foi definida.

Por Mônica Figueiredo

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